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"versos pra se perder"

eu queria um pouco de respaldo,
aí entornei o caldo
e botei pra quebrar.
gingava versos na lua,
distribuía estrofes na rua,
até poema inteiro
deixei ir água abaixo.

mas chegou o janeiro,
depois o fevereiro
e março e suas águas,
e nada!

então tirei as anáguas
que a poesia tinha,
fiz cesto para colocar farinha
e fui garimpar pedrinhas no riacho.

resolveu? estou feliz?
qual o quê!
o mesmo de sempre,
buscando coisas para se perder.



daufen bach.

"uma canção para a saudade"



amanhã,
quando a euforia do encontro se fizer,
os passos ficarão no meio do caminho,
aquele frio na barriga,
aquele estupor de carinho
saberão ser apenas saudades...
uma suprimida vontade
de um tempo que em eternidade
era sinônimo de viver.

e todas as coisas, então,
aquelas ditas entre sorrisos, gozos
e até mesmo palavras aflitas... se calarão
e de ma mansinho, o olhar,
como nada quer,
como se a responder apenas ao coração
deixará correr, silenciada e quietinha,
aquela lágrima iludida e sozinha
que, em outras manhãs também corriam
mas acompanhadas de alegria e canção.

...

daufen bach.

"paredes & sufocos"

....................entre muros
........................................paredes
........................................&
........................................sufocos
....................meus arrotos em canção.

....................acho-me.
....................desato-me
....................e vagueio os campos de solidão.

....................ilumino
....................o que ainda inventarão.

....................(se bem que há ainda incertezas
....................a arder em minhas mãos).

....................sovino as deságuas

....................(se te é atroz a catástrofe,
....................tape os olhos como se a luz o cegasse)

....................pretendo magia,
........................................alucinação.
........................................se apodreço
........................................no fim
........................................ou mesmo no começo,
........................................necessito do desnecessário.
........................................nele,
........................................cresço...
........................................como sal,
........................................luz
........................................ou gesso.

........................................cintilo.
........................................tamborilo.

....................no quadro do espelho
....................o aço de memórias retratadas,
....................o sonoro sossego de paz desvairada.

........................................adormeço.




....................daufen bach.

"ciranda a dois"




......................anda
......................dê-me
......................tuas mãos para essa
......................................ciranda a dois.

......................(um verso orfão
......................................desamparado
......................................se elabora)

......................dê-me
......................tua mão
......................agora
......................desanda esse nosso
......................................início
......................................do
......................................depois.


......................daufen bach.

"ela sorri jingles"

......................ela sorri jingles
......................(daqueles desprentenciosos)...

......................tem um quê de urgência,
......................dois de impaciência
......................mas, ela sorri jingles.

......................eu colho flores azuis-esverdeadas
......................burlo as margaridas
......................esqueço os mal me queres,
......................roubo os bem me queres
.......................(deixo-as desdentadas)

....................................................sigo:
....................................................bem me quer
....................................................&
....................................................bem me quer
.......................................................
......................assovio e os entrego como canção.

......................(componho para os teus olhos
......................os jingles que ela me faz brotar no coração).



......................daufen bach.
......................Todos os Direitos Reservados


“... amor natural, constante e impregnado”



..........................em teu corpo desço...
..........................(movimentos de tardes e alvoradas)
...............................................................deito-me...

...............................................................sorvo a saliva de teu ensejo,
...............................................................respiro, avanço
..........................e não sei se acordado ou sonhando.

..........................teus seios, tua língua,
..........................tuas pernas abertas,
..........................entregues e permissivas a carícias... vibram.

...............................................................flor desabrochada,
...............................................................pólen solto,
...............................................................renovados gemidos...

...............................................................(prende-se,
...............................................................enraíza-se e
...............................................................treme)

...............................................................nos teus lábios, lascívia,
...............................................................umidade,
...............................................................carne rubra e hálito quente
...............................................................a desaquietar
...............................................................a minha volúpia...
...............................................................bebo o teu beijo.

...............................................................labareda,
..........................labiada moldura entre tuas coxas
...............................................................a reviver,
...............................................................a anunciar,
..........................a me fazer respirar ondas e brisas...
..........................(ecos de desejos em ti).

..........................quando não estou
..........................nessa auréola néon que te envolve,
..........................o vórtice não é cume,
..........................o apelo não tem resposta,
..........................a negação tem ouvido
..........................e nada é o que poderia ser...
..........................(apenas espaço sem significação).

...............................................................amor natural,
...............................................................constante, impregnado,
...............................................................brinquedo...

...............................................................fôlego e orgasmo
..........................a alimentar a conjuntura
..........................das noites a sonhar contigo.

..........................daufen bach.


"canções para ninar o coração"

canção_8

diga que não pode ser
essa tristeza de não ter
paz nesse coração quietinho.

diga que não pode ser
esse querer morrer
como estrela que
despenca de mansinho.

diga que não pode ser
esse adeus de não mais ver
e cala amor meu
essa agonia com o teu carinho.

diga mais de uma vez
e quantas necessário for
que teu amor é todo feito de
eternidade

diga...diga que não pode ser
esse meu querer
ser apenas uma saudade.


daufen bach.

sempre... deveras e sempre amor.




em alguma soleira, dessas edificadas no tempo e na imaginação,
em olhares de não-me-lembro,
ou em sorrisos de por de sol,
o amor sobrevive como última fronteira.
cantado e sentido com a pureza daqueles que, descalços,
pisam um terreno esquecido, perdido no tempo dos sorrisos latejantes
das cumplicidades nunca postas a prova,
sobrevive como resquício de magia confundida com a realidade.

os passantes, alheios, a contemplar a beleza do canto
não entendem as lágrimas,
não entendem a abnegação ou o cuidado com que o amor se mantêm,
mesmo se, apenas, o verso o aconchega.

mas o amor sempre foi e sempre será assim, amor deveras amor.
não extingui quando as portas se fecham,
não amaldiçoa quando ignorado.
sempre entendido como a salvação das almas
que, por algum motivo, além da razão e da compreensão,
fizeram-se amantes do derredor e perceberam
que os cálices devem sempre ser bebidos.

em alguma soleira, ainda há a manhã que reluz a presença
e o entardecer que se despede agradecendo o dia e as horas de amor,
uma conjunção que, se profana, apieda e ganha a salvação,
se sagrada, irrompe as barreiras que salvaguardam a santidade
e se conjuga como o único pecado permitido.
que maltratem o amor, que maltratem a sabedoria de amar,
nas mãos sempre haverá essa mística aceitação,
o calor da palma como magnetismo que enternece e acolhe
pois, não se consegue fugir ao amor.

o é feito de aceitações e conformidades
mas não há limites para aqueles que verdadeiramente amam,
amar, essa eloqüência que se ouve e percebe apenas nos olhos,
traz em si todos os sinônimos e antônimos,
interpreta todos os conceitos sob a ótica da bem aventurança das coisas.
o indigno se torna digno,
o crime tem seu perdão,
o que é estranho e incógnito, resplandece os seus significados...

em alguma soleira o canto de amor sempre vai estar
a apascentar a eterna diferença entre o espinho e a rosa.
com a bravura de andorinhas, sempre irromperá no horizonte
deixando o estio da agonia para uma outra estação.
é uma estrela calma, uma verdade atingida quando nada mais
há para ser buscado ou inventado,
quando todas as desculpas e explicações não mais cabem
nas máscaras que aprisionam a essência daquele que ama...

porque amor é sempre...deveras e sempre amor.

daufen bach

"para uma dor maior"

.....................os olhos
.....................(hoje)

.....................duas ilhas inatingíveis,
.....................nascente ladeadas
......................................................de solidão


daufen bach.

...

Olá meus amigos, por motivos particulares, ficarei um BOM tempo fora do ar. Quando voltar prometo retribuir a visita e o carinho de todos. UM GRANDE ABRAÇO E FIQUEM COM DEUS!

daufen bach.

"dos desencontros e abandonos"





...........................................um questionamento,
...........................................apenas, para ser
...........................................início das coisas que
...........................................não mereço:

...........................................onde foi que me fiz desnecessário
...........................................para que meu rio
...........................................corresse ao contrário
...........................................secando a foz
...........................................e matando o seu começo?

...........................................daufen bach.




"do respirar vida"



_das conjecturas dos pulmões enegrecidos_


aparte_ IV
a face não devora
o que não vibra
crê na profundidade
do enigma

ama
a_ventura
de cantar
o amor

segue
flui
nesta amplitude intrínseca
e se contenta
em ser
o que lhe é dada

vida
um olho
que deságua
mais nada.

daufen bach.

"dispersões, paralelismos"

Imagem: A arte abstrata de Rom Lammar


Cheguei tarde. Já
não espero
Corro
pela manhã do mundo(...)

Claude Esteban."Le jour peine écrit"
Tradução: Marco Lucchesi




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PARALELO_a
...............................os caminhos quando não trilhados
...............................deixam de existir,
...............................crescem trepadeiras,
...............................espinheiros,
...............................o regato muda o som
...............................e tudo tem ares de solidão.

...............................não... não adiem o partir.

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PARALELO_b
...............................distraio a alma
...............................num canto murmurado
...............................(ouvido taciturno).

...............................rio abaixo,
...............................a seguir por um horizonte infinito,
...............................componho...
...............................assovio o meu rito.

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PARALELO_c
...............................na infância eu brincava
...............................nas pitangueiras e
...............................entre as folhagens miúda,
...............................namorava ninhos de pintassilgos
...............................(bordava na pele o queimado do sol).

...............................cresci e ficaram as pitangueiras,
...............................descascaram os ovos dos pintassilgos,
...............................a pele envelheceu...

...............................(quem dera fosse ainda tudo arrebol).

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PARALELO_d
...............................escrevo a audição de meus ouvidos
...............................em paisagens desertas
...............................que, entre uma ou outra descoberta,
...............................é mais acertos que enganos.

...............................escrevo.
...............................estremeço
...............................um pensamento ilógico
...............................vestido de planos.

...............................o lápis, as vezes, esqueço
...............................e no pensamento rabisco
...............................todas as coisas que amo.

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PARALELO_e
...............................paisagem não encerra
...............................no tempo de
...............................linhas turvas
...............................a dispersão
...............................que habita em tuas levas

..................................toda estrada é curva.

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daufen bach.

"solidariedade - (o ato de se humanizar)"

(este poema faz parte de uma proposta de mais de uma centena de blogs que decidiram escrever no dia 8 de outubro, alguma coisa sobre solidariedade. mais informações acessem: http://blog.artecar24.com/2009/09/el-8-de-octubre-todos-los-blogs.html)


imagem: Fotografia de Kevin Carner. 1933
(do albúm: Fotografias que abalaram o mundo)


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Em 1994, o prémio Pulitzer de Fotojornalismo foi ganho com esta fotografia chocante de uma criança sudanesa, que viria a atrair as atenções do Mundo para o drama humanitário que se vivia, e ainda vive, no Sudão e um pouco por todo o Continente Africano.(...)
O fotógrafo sul-africano Kevin Carter foi o autor desta fotografia obtida em 1933 em Ayod, um pequeno distrito do estado de Junqali, Sudão, que percorreu o Mundo inteiro: a figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, vergando-se sobre a terra, esgotada pela fome, prestes a morrer, arrastando-se para um campo alimentar da ONU que distava um quilómetro dali, enquanto em segundo plano a figura negra e expectante de um abutre aguarda a morte da garota.
Carter disse que esperou cerca de vinte minutos para que o abutre se fosse embora e, como tal não sucedia, rapidamente tirou a foto, espantou o abutre açoitando-o, e abandonou o local o mais rápido possível.(Fonte: Obvious).


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"solidariedade - (o ato de se humanizar)"


.................................................."solidum"
.................................................."sólidos"
de que tribo eu venho?
em que cultura minha pele se veste de outra pele
e o meu ardor cutâneo, travestido de determinação
se eleva e relativiza a dor, a percepção, o caos?

..................................................dói
..................................................o corpo sólido do cosmos.
..................................................a mão pedinte clama
..................................................a mão estendida recita.

que aceitem todas as conclusões,
que a miséria seja o produto da solidão cartesiana
que enmaraña os povos,
mas que nunca seja consenso o olhar a esmo
a indiferença,
a significação do tudo como coisa nenhuma.

que a maior grife seja aquela que cubra os famintos
..................................................de pão,
..................................................de vestes,
..................................................de tetos...
que a maior redenção seja a do homem que se compadeceu
e não chorou apenas,
e não olhou apenas...
que seja daquele que não foi o vil passante debaixo desse céu de estrelas
e que conjuga essa explícita efemeridade do viver
com as sinônimos da eternidade aquecida nos instantes.

ontológicos sejamos.
holísticos.
construtivos do “ser humano” sejamos.

..................................................reinvente,
..................................................reescreva
..................................................relembre
..................................................e grite
um novo poema em que o corpo e a matéria sejam mais.
todos uma única matéria cosmológica a rodar.

que a interioridade do homem que caminha em sua subjetividade
seja um templo onde as relações interpessoais possam
se manifestar em um abraço ao irmão que se feriu
na jornada de cumprir os dias de sua existência.

que eu não seja o mesquinho ou o egoísta e teu perfume
grude em mim e me faça ouvir os gritos silenciosos
de minha emoção profunda a merced de simples conjecturas.

(a solidariedade existe apenas nos corações em que a mística
do cuidado possui identidade solidária)

..................................................a fome,
..................................................a dor,
..................................................a lagrima,
..................................................a ausência...
são corvos a sangrarem do alto a semente não germinada.
esqueçamos o egoísmo e a hipocrisia.


daufen bach.




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"solidaridad - (el acto de se humanizar)"

.................................................."solidum"
.................................................."sólidos"
de que tribu yo vengo?
en que cultura mi piel se viste de otra piel
y mi ardor cutâneo, travestido de determinación
se eleva y relativiza el dolor, la percepçión, el caos?

..................................................duele
..................................................el cuerpo sólido del cosmos.
..................................................la mano pedinte clama
..................................................la mano extendida recita.

que acepten todas las conclusiones,
que la miseria sea el producto de la soledad cartesiana
que enovela los pueblos,
pero que nunca sea consenso el mirar al azar
la indiferencia,
la significación del todo como cosa ninguna.

que la mayor grife sea aquella que cubra los hambrientos
..................................................de pan,
..................................................de vistes,
..................................................de techos...
que la mayor redención sea a de el hombre que se compadeceu
y no lloró sólo,
y no miró sólo...
que sea de aquel que no fue el vil pasante bajo ese cielo de estrellas
y que conjuga esa explícita efimeridad del vivir
con las sinónimos de la eternidad calentada en los instantes.

ontológicos seamos.
holísticos.
constructivos del “ser humano” seamos.

..................................................reinvente,
..................................................reescreba
..................................................recorde
..................................................y grite
un nuevo poema en que el cuerpo y la materia sean más.
todos una única materia cosmológica a girar.

que la interioridad del hombre que camina en su subjetividad
sea un templo donde las relaciones interpersonais puedan
manifestarse en un abrazo al hermano que se hirió
en la jornada de cumplir los días de su existencia.

que yo no sea el mezquino o el egoísta y tu perfume
encole en mí y me haga oír los gritos silenciosos
de mi emoción profunda la mercê de simples conjeturas.

(la solidaridad existe sólo en los corazones en que la mística
del cuidado posee identidad solidaria)

..................................................el hambre,
..................................................el dolor,
..................................................la lagrima,
..................................................la ausencia...
son cuervos la sangrarem del alto la semilla no germinada.
olvidemos el egoísmo y la hipocresía.


daufen bach.


(a tradução para o espanhol é apenas um exercício. se algum conhecedor ou falante da da língua identificar erros, sinta-se a vontade para corrigi-los. eu agradecerei)

“eu hei sempre de cantar a ti, o meu amor”

Imagem: Obra de Gabriel Moreno. (ilustraçoes faciais)

Vídeo: Come Away With Me - Norah Jones



..............(não és tu a simples,
..............não és tu aquela que passeia pelos dias
..............e pelas noites, como se as pequeninas coisas
..............não tivessem significados.
..............teu existir resplandece em minha alma
..............e faz com que eu reconheça
..............a felicidade que espia os teus olhos).

..............eu hei de te amar por toda a vida,
........................................serenamente,
........................................e hei de ouvir,
........................................todos os dias,
........................................o teu sorriso espontâneo
........................................e, como aquele
........................................que no desespero sorri,
........................................hei de ser sombra
........................................a seguir teus passos,
........................................que escondida é
........................................partícipe do mesmo enlaço,
........................................não pertencida,
........................................mas cúmplice no teu existir.

........................................como amante,
........................................em delicado esmero,
........................................nesta viagem já escrita
........................................mas sem destino,
..............eu hei de entender a insanidade e os desatinos
..............a cultivar carícias e a polir com o mesmo zelo
..............a presença tão sentida que se faz avenida
..............e a ausência dolorida que se faz apelo.

..............eu hei, amada, consciente de todas as verdades,
..............carregar este fardo que se chama equilíbrio,
..............sufocar meu pranto e resplandecer o brilho
..............daquilo que se pode apenas construir no sonhar.
..............no tumulto entre o escuro e a claridade
..............a escolher para rumo, o melhor trilho,
..............eu hei de ser calmaria em teu caminhar.

........................................na lentidão,
........................................segredo para a felicidade,
........................................onde as coisas
..............são intensamente percebidas
..............eu hei de entoar este amor sentido,
..............pois o que se guarda fica sempre perdido
..............e o que se doa é sempre feito de bondade...

........................................(serás alegria de primavera florida
........................................e perpetuará o meu fascínio
........................................para a eternidade).

........................................eu hei de compreender,
........................................amada minha,
........................................que todas as respostas
........................................são novas indagações
........................................e a dançar,
........................................neste espaço que estou contido,
........................................meu coração liberto,
........................................comporá novas canções.
........................................neste voo
........................................que ninguém pode roubar,
........................................flutuarei os desejos
........................................e aprenderei as lições.

..............neste intervalo entre a minh’alma e a tua,
..............nestas reticências que o observador não entende
..............eu hei, amada minha, de me perder no infinito
..............e nas conjecturas que só o amor compreende.
..............a minha voz, o meu sussurro e o meu grito
..............não terão a dor que o desamor pretende.

..............vai, amada minha!
..............como divindade, vai!
..............(como os perfumes que brotam das flores)
..............deixa em teu caminho impregnada a essência
..............para que, nas noites, a não ter a tua visão,
..............eu recorde e tenha como aquiescência
..............o teu perfume como rastro de ilusão.



...............................daufen bach.